(Divulgação)

A formação de uma arquiteta: caminhos percorridos | Por Elisabete França (Introdução de Maria Teresa Diniz)

Incansavelmente dedicada à crença numa sociedade mais justa e igualitária, Elisabete França tem como mentoras Carmen Portinho, Lota de Macedo Soares e Lina Bo Bardi – fonte do seu interesse pela atuação no setor público, em especial com a habitação popular e com os espaços públicos de qualidade, respeitando as preexistências e culturas locais. Nascida e formada arquiteta e urbanista em Curitiba, foi também influenciada por Jaime Lerner e outros mestres do IPPUC [Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba], o instituto de planejamento urbano da cidade. Nele, aprendeu a valorizar a história sem um apego excessivo – ela é verdadeiramente livre para inovar, e o seu mapa mental das cidades melhores mescla [Kevin] Lynch, [Aldo] Rossi, Carlos Nelson e Francesco Carreri. Sua capacidade de realização e empenho na valorização da profissão são grandes trunfos: Bete compõe equipes como ninguém, conduz processos de participação social com maestria e, como poucos, conhece o território e as realidades mais duras de São Paulo. Irreverente e criativa, exigente e generosa, professora que se submete diariamente ao papel de aluna, ela é feminista sem contradição. A empatia feminina no trato com clientes diversos e difusos – típicos da escala de projetos públicos – é, para ela, o diferencial das mulheres no exercício da profissão, somada à habilidade de ser multitarefa e à atenção com os detalhes que qualificam as intervenções, tratadas como únicas ainda que integradas ao contexto. Sua trajetória reúne muito trabalho e, a cada atuação, um legado para cidadãos comuns. (Maria Teresa Diniz)

Conteúdo exclusivo para assinantes

Por apenas R$ 2,99 mensais, você tem acesso ao conteúdo completo do acervo da revista PROJETO, com mais de 7.000 obras, projetos, entrevistas e artigos

Clique e assineJá sou assinante