A experiência do edifício residencial no Recife | Por Marco Antônio Gil Borsói

A presença de uma arquitetura onde predomina o edifício residencial solto, no Recife, representa historicamente uma longa luta que remete aos anos 50, a propósito de qual orientação se deve adotar para o licenciamento de novas construções, visando estabelecer diretrizes que disciplinem a necessidade de crescimento e expansão da cidade. Por solicitação do grupo de jovens arquitetos e urbanistas encarregados do novo plano diretor, Lúcio Costa encaminha em 1953 sugestões às autoridades municipais do Recife, com o objetivo de “assegurar à cidade o máximo de vitalidade urbana, sem que a concentração indevida desse desenvolvimento desejável acarrete o congestionamento do tráfego e das instalações em determinadas áreas e venha a roubar pouco a pouco a viração tão necessária à vida tropical”.1 Como orientação geral, evitar “a fixação de gabaritos uniformes próprios da antiga concepção de rua corredor”,criticam-se os “erros” que as administrações do Rio de Janeiro não souberam prevenir, assim como sua tradição de edifícios colados em quarteirões de limites previamente definidos.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Por apenas R$ 2,99 mensais, você tem acesso ao conteúdo completo do acervo da revista PROJETO, com mais de 7.000 obras, projetos, entrevistas e artigos

Clique e assineJá sou assinante