A arquitetura comunitária de Fernando Castillo | Por Enrique Browne

Projetadas em boa medida como criação coletiva de profissionais e usuários, as comunidades do bairro de Ia Reina, em Santiago, Chile, são experiências urbanas que contestam o ambiente especulativo e solitário de nossos subúrbios. Não nasceram espontaneamente, tampouco são produtos de mecanismos institucionais: seu motor tem sido, indubitavelmente, a atuação do arquiteto chileno Fernando Castillo.

“Nunca tive destreza manual para poder transcrever as embaçadas visões da minha imaginação. Talvez daí minha necessidade de fazer arquitetura em companhia de outros. Apreciava e aprecio, através do debate, fazer nascerem ideias e transmiti-las em imagens nítidas, como se já fossem de uma obra construída.’’1 Com essas palavras o arquiteto Fernando Castillo, formado em 1947 pela Universidade Católica do Chile (instituição que vinte anos depois dirigiria como reitor), explica por. que, recém-formado, formou um grupo com seus ex-colegas Héctor Valdés e Carlos Huidobro, ao qual se agregou, em 1956, Carlos Bresciani. Com o tempo seu escritório chegou a ser o maior do país, com mais de 1 milhão de m2 construídos e obras espalhadas de Arca a Punta Arena, extremos norte e sul do Chile, respectivamente. Como grupo profissional tem, além disso, um recorde difícil de igualar: três de seus integrantes receberam o Prêmio Nacional de Arquitetura em diferentes ocasiões, incluindo o próprio Castillo.2

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